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Sobre (se) sentir.

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Entre Saltos e Mergulhos

Eu amo água! Gosto de beber e de ouvir o barulho dela correndo nos riachos, na fortaleza do mar e até nas fontes que temos em casa. Gosto de vê-la caindo do céu ou dos penhascos. Gosto também de me banhar, na cachoeira, na piscina, nas duchas, no chuveiro e no mar.
Acho encantadora sua força, flexibilidade e multiplicidade e, às vezes, perigosa e fascinante sua falta de forma. Gosto também de me aventurar na água. Brinco de pular ondas, dançar na chuva, descer em tobogãs e até já saltei de tirolesa. E eu nem sou a pessoa mais aventureira da turma.
Esses dias estive pensando sobre essa coragem que sinto frente à água. Quantas vezes já nadei em alto mar e fiquei boiando como se não houvesse amanhã. Mas também fiquei pensando no medo que tenho dela, aquele que raramente me deixa entrar num rio ou ir de cara nadar numa cachoeira desconhecida. Como em todos os aspectos da vida, a água só me mostra o quanto sou dual.
Refletindo sobre tudo isso, me lembrei de uma vez que saltei num rio, lá e…

Quando o "fechar tudo" e começar de novo parece ser a resposta

Nos últimos dias, trabalhando o tempo todo no computador, tenho utilizado muitas ferramentas digitais que auxiliam o trabalho remoto, a interação e a produtividade. Tenho estado encantada não só com as possibilidades, mas com minha postura de estar aberta, aprendendo e criando com elas.

Mas esse não é o ponto do texto. É apenas uma contextualização. O ponto é que, às vezes o cansaço bate e eu vou e "fecho tudo"! Todas as abas na barra de navegação são fechadas ao mesmo tempo. Eu paro, levanto, estico o corpo, tomo uma água, respiro. Aí volto e abro, pacientemente, todas elas, uma a uma, de novo.
Esses dias olhei pra isso e pensei: qual é o significado? Por que estou fazendo desse jeito? Será que na vida real dá pra "fechar tudo" e recomeçar?
Talvez não dê pra fechar tudo. Mas ficar abrindo janelas, incansavelmente, e deixar tudo "ao mesmo tempo agora" aberto talvez não seja saudável também.
É preciso fazer pausas. Olhar a lua. Tomar água. Falar, com prese…

Sobre a controversa alegria de aniversariar em 2020

Quem me conhece sabe que, ano após ano, quando entramos no mês de junho faço a gracinha - já sem graça - de que estamos no melhor do mês do ano!

Sim, eu amo o mês de junho! Porque é tempo de festa na roça, de reforçar a fé em família e em comunidade (os terços!!!), de comer comida gostosa na barraquinha da igreja. É frio e o frio, para mim, é sinônimo e oportunidade de acolhimento. É também tempo de celebrar o amor - tá bom, o Dia dos Namorados até pode ser uma data comercial, mas acho lindo quando as pessoas param para celebrar o amor, porque ele importa. E, finalmente, é meu aniversário.

Eu estava refletindo se eu nasci em junho porque é muito coerente que eu tenha nascido em um mês em que tantos valores meus são evidenciados ou se o fato de ter nascido em junho é que me faz gostar tanto de tudo isso.

Enfim, o que importa é que eu gosto de celebrar. Celebrar a fé, a amizade, a família, o amor e, principalmente, a vida. Celebrar é proclamar louvores. E eu louvo a minha vida. Louvo a …

O que a falta que sinto revela sobre mim...

Em momentos de incerteza, medo, indecisão, confusão e indefinição, nossos sentimentos ficam mais aflorados e nossas lentes são alteradas. O valor que damos às coisas muda, ou se revela. Tenho refletido - ou sentido - sobre isso nos últimos dias. A música "Comida", dos Titãs, da qual eu gosto muito porque compara a arte e a cultura ao que temos de mais básico para sobreviver: alimento e água, também tem martelado minha cabeça sobre a tríade desejo, necessidade e vontade.

Neste período de distanciamento social, todos temos passado vontade, muitos necessidade e outros tantos têm visto os desejos estão sendo relativizados. Como boa seguidora de regras que sou - e também bastante medrosa - tenho segurado a onda das vontades muito bem. Mas eis que, nesta semana, acordei muito pra baixo e comecei a tentar identificar qual era o gatilho da vez, porque, afinal, nessa situação toda, eles são muitos.

E me vi com uma dor no peito pela falta que tenho sentido de abraçar!
Quem me conhece …

Por que ou Pra que este blog?

Penso que.... na verdade, o que mais importa são os porquês!
Quem me conhece sabe que eu adoro compartilhar! Fico sabendo de algo legal e quero que todos ao meu redor também fiquem!

Na verdade, com o passar do tempo eu comecei a chamar isso de compartilhar, porque achei mais bonito do que o rótulo que a minha família me dava... "conversa demais!"

Mágoas de bullying da infância deixados de lado, eu comecei a perceber que conectar, articular, trocar, construir eram marcas presentes em meus comportamentos em qualquer papel social que eu ocupasse. Como profissional, amiga, colega de sala, namorada, eu sempre tinha esses movimentos.

Até que um dia, uma amiga - dessas que todas as pessoas precisam ter - me desvelou e sacou a minha: eu compartilhava muito de tudo e pouco de mim! Uau! Que forte isso, não é mesmo?

Então, fui me observando e percebi que o curso de Psicologia, que comecei em 2018, tem, além de muitas outras coisas, me proporcionado esse compartilhamento de uma forma qu…

O que tenho aprendido sobre as relações

É sempre sobre ceder. E é sempre uma operação complexa. Não porque seja uma equação difícil, mas porque ao mesmo tempo que é exata é subjetiva. O resultado da equação é que demonstra se o relacionamento é saudável ou não. 
Mas não é sobre ceder o mesmo tanto. É sobre se o que eu cedo, na minha percepção, vale o mesmo tanto do que você cede. Só que aí entra você e a sua percepção quanto ao que você cede e quanto ao que eu cedo. Por isso é tão complexo.

E essa operação deve ser temperada, a meu ver, por respeito,  humildade, colaboração, foco no fazer dar certo, empatia, assertividade. 
Mas e o amor?  Aparentemente, ele torna a equação mais simples, mas não.... Ele a torna ainda mais complexa. Porque o amor altera as percepções, relativiza as coisas. O que eu cedo pra um irmão, por exemplo, é muito diferente do que eu cedo pra um colega. Mas se estou magoada com quem amo (o que geralmente acontece muito mais do que com quem não amo) a percepção muda e o peso da balança também. Aí eu co…